quarta-feira, 14 de outubro de 2020

Personalizando Toolbar do Inkscape

 Dependendo do que você faz no Inkscape, você usa mais algumas ferramentas do que outras. No meu caso, eu uso bastante a Ferramenta de Ampliação (Zoom) para verificar se os encaixes e alinhamentos das artes estão precisos...e, para meu azar, a partir da versão 1.0 do programa, ela foi mudada de lugar:

 


Mesmo empregando o atalho (z), eu preferia ela como estava antes. Procurei do programa nas opções para ver se era possível mover as ferramentas de lugar, na toolbar e nada! Pesquisando na internet, fiquei sabendo que era possível fazer isso, sim, mas de outra forma...e é o que vou mostrar aqui!

1) Primeiro, localize no seu camputador um arquivo chamado: toolbar-tool.ui, no diretório do seu Inkscape. No Windows, se você fez a instalação-padrão do programa, o caminho completo dele será:  C:\Program Files\Inkscape\share\inkscape\ui\toolbar-tool.ui;

2) Faça uma cópia desse arquivo e coloque-a em local seguro. Como precaução adicional, você pode acrescentar os termos "bak_" (sem as aspas) na frente do nome do arquivo-cópia;

3) Verifique se o Inkscape está aberto e, em caso positivo, feche-o. Volte ao arquivo e abra-o no Bloco de Notas do Windows. No Linux, talvez seja possível editar esse arquivo através do próprio terminal, senão abra-o em um editor de arquivos simples. Provavelmente você precisará fazer isso como root, fornecendo a devida senha.

4) No arquivo os nomes das ferramentas estão todos em inglês. Nesse exemplo, eu queria mudar as Ferramentas "Ampliação" e "Medida" de lugar. Elas estão listadas na parte final do texto como "ToolZoom" e "ToolMeasure", respectivamente... 


5) Eu recortei as duas linhas que mencionavam essas ferrramentas e colei-as na parte acima, logo abaixo da segunda ferramenta, a ToolNode. Nota: procure manter os alinhamentos do texto da mesma forma como estavam, só por garantia...


 

6) Duas ferramentas foram para o topo da toolbar...então, para mantermos a integridade dela, é bom que duas ferramentas vão para baixo. Escolha duas ferramentas que você quase não use. No meu caso eu escolhi as ferramentas "Espiral" e "Lata de Tinta" (respectivamente, "ToolSpiral" e "ToolPaintBucket"). Recorte cada linha das ferramentas...


 

...e cole-as no local onde estavam a "ToolZoom" e "ToolMeasure". Acerte os alinhamentos do texto;



7) Salve o arquivo e feche-o. Abra o Inkscape: se você seguiu tudo direitinho, as ferramentas estarão onde você escolheu, na toolbar!

A dica original eu achei neste tópico do Inkscape Forum.


quinta-feira, 20 de agosto de 2020

Salvando Configurações de Filtros no Gimp

Quando você vai escolhe um filtro no Gimp, normalmente gasta um tempo mexendo nas configurações do quadro de diálogo...como neste exemplo, onde peguei uma imagem minha (A) e escolhi o filtro Ondular (em Filtros/Distorções) (B):



Esse era o efeito-padrão do filtro. Não era bem o desejado, assim fui alterando as configurações, até obter um resultado melhor (C):

 

Legal, mas e aí? Toda vez que quiser conseguir esse mesmo efeito, vou ter de acertar manualmente essas configurações? E para lembrar de cada valor? Não, não precisa ter tanto trabalho: basta exportar as configurações para um pequeno arquivo. Daí, quando eu precisar delas em outras ocasiões, é só importá-las.

De que maneira? Fácil, pela própria caixa de diálogo do filtro. Ainda nesse exemplo do filtro Ondular: eu não corro dar OK no quadro, vou no canto superior direito do quadro e clico em uma pequena setinha (D) ela abre um menu suspenso. Nele você seleciona a segunda opção "Export current Settings to File..."  (E). 

Em seguida, você escolhe uma pasta onde salvar o arquivo (ou cria uma no ato) e, óbvio, dá um nome para ele. No meu caso, eu criei uma pasta chamada "ondular_confs" (1) e dei ao arquivo o nome de "vitro_01"(2). Clique no botão "Save" (3) para exportar as configurações e, depois, em "OK", na caixa de diálogo do filtro, se ainda quiser aplicá-lo ou em "Cancelar", em caso contrário.



Vejamos, agora, como importar as configurações. Aqui eu utilizei a mesma imagem, só alterei a cor dela (F). Para importar, você vai no canto superior direito da caixa de diálogo do filtro e clica na setinha pequena. Agora, escolha a primeira opção do menu suspenso, "Import current Settings from File..." (G) e abra a pasta onde salvou a configuração e o arquivo dela (1) para poder aplicar:



No exemplo seguinte, eu importei as mesmas configurações do filtro Ondular (H). Não gostei do resultado, posso mexer? Sim, posso: mudo os valores até deixar do meu gosto (I)...e exporto essas configurações, pelos mesmos procedimentos descritos antes, desta vez escolhendo outro nome para o arquivo ("vitro_02", no exemplo) (J).


Esse procedimento de exportar / importar configurações também funciona em muitos outros filtros e recursos do Gimp. O Color Balance (K), disponível no menu Cores, é um deles:

Isso ajuda demais, principalmente naqueles casos de filtros que pedem muitas configurações, caso do Lens Distortion (L) (disponível em Filtros/Distorções).

 

Lembre-se, o maior cuidado a tomar é: mantenha os pequenos arquivos das configurações organizados e separados, em pastas e com nomes fáceis de se achar e manter. Repare que eu criei uma pasta chamada: lens_distortion e nela salvei o arquivo de configuração com um nome adequado.

 ===>>> Aprender Desenho: "Por onde devo começar?" Leia e saiba! <<<===






quinta-feira, 13 de agosto de 2020

Ontem e Hoje...

Em 2017 eu instalei o Krita pela primeira vez, experimentei e postei meus resultados aqui no blog. Muita coisa mudou nesses três anos, me afastei um tempo do programa...depois retornei a ele, em março deste ano, já em um novo computador. Desde então, venho aprendendo e praticando nele.

Este desenho foi uma das experiências de 2017: 

 

No geral, gostei dele. O que não me agradou foi, primeiro, a falta de cor. O olhar da personagem parecia sem vida. O desenho nos braceletes estava rídiculo e alguns detalhes do colar podiam ser melhorados, assim como o cenário.

Para consertar isso tudo, o melhor caminho era refazer o desenho...e aí está ele:

 

Eu sempre me julguei péssimo para fazer cenários. Com esse, acredito ter tido um pouco mais de sucesso. Não por acaso, porque planejei melhor dessa vez, além de consultar tutoriais sobre composição.

Coloquei um vaso na frente da personagem, achei que isso ajudou a eliminar a rigidez da pose dela e dar mais profundidade à cena. Não sei se a solução mais adequada...mas, como me agradou, acabei deixando. Evitei também detalhar demais o desenho para não torná-lo "pesado".

Essa experiência me animou a continuar mexendo no Krita. Claro, vai demorar um tempo até eu dominar o programa: ele tem recursos que eu ainda não entendi plenamente como funcionam.

Dá para, inclusive, fazer animações no Krita, como mostra este tutorial. Talvez eu me aventure nessa parte, no futuro distante...

domingo, 3 de maio de 2020

Retornando ao Gimp...

Faz tempo que não posto, né? Passei para postar alguns desenhos (e, ultimamente tenho desenhado mais, tanto para treinar, quanto para manter-me ocupado). Esses foram construídos no Inkscape e finalizados no Gimp:




O primeiro desenho é um símbolo céltico. Eu pretendia deixá-lo dourado, mas não "metálico" demais...acho que alcancei o que pretendia (ou, pelo menos, cheguei perto). O segundo desenho é baseado nesta página do livro The Infinity Geometric Design Exemplified, de Robert William Billings. Essa obra é de domínio público e você pode fazer o download dela, gratuitamente.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

Setenta sites para download de livros

Encontrei esses links há uns três dias, preciso examiná-los um dias desses...resolvi postá-los agora porque, além de evitar o risco de eu perder essa informação, outros podem aproveitá-la. Haverá livros de desenho nesses links? Com certeza, se você estiver disposto a buscar.


===>>> Acesse a lista aqui.

domingo, 4 de agosto de 2019

Dez mentiras para enganar desenhistas novatos

Citarei aqui apenas a primeira mentira, ela é a mais frequente:

1) “Faça esse trabalho barato (ou de graça) e no próximo pagaremos melhor.”

Nenhum profissional que se preze daria seu trabalho de mãos beijadas na esperança de cobrar mais caro mais tarde. Você consegue imaginar o que um advogado diria se você dissesse “me defenda de graça dessa vez que na próxima vez que eu precisar de um advogado eu te chamo e pago melhor”. Ele com certeza riria da sua cara.


O restante você pode ler no artigo: 10 mentiras para enrolar Designers inexperientes. Sim, essas mentiras, esses golpes também são aplicados em desenhistas (e, com certeza, em outros profissionais).

Leia com a atenção, guarde e salve o texto. Releia, de vez em quando, principalmente quando suspeitar que alguém esteja querendo te enganar com "conversinhas": provavelmente você as encontrará nessa lista...


Um último esclarecimento: o site cita, como fonte do artigo, o Mundo Gump...entretanto, nada encontrei nesse último site.

domingo, 17 de março de 2019

Mais um pouco sobre inspiração

Há pouco mais de três anos postei um pequeno artigo sobre inspiração, aqui no blog. Relendo hoje aquele texto, percebi que o assunto não estava esgotado e seria conveniente voltar a ele.

Tente mencionar a palavra "inspiração" e, quase sempre, alguém dirá: "O gênio é um por cento de inspiração e noventa e nove por cento de transpiração". Essa frase, atribuída a Thomas Edison, encerra uma grande verdade, mas muita gente se engana ao tomá-la em sentido literal.

Porque há casos nos quais não podemos contar sequer com meio por cento de inspiração e há vezes em que há zero por cento de inspiração! Aí só nos resta partir para os "cem por cento de transpiração". Ou seja, trabalhar, em vez de esperar por algo que talvez não venha.

A própria história de Edison ilustra esse ponto. Querendo fabricar uma lâmpada elétrica, ele testou centenas de materiais...até chegar ao mais adequado. Em outras palavras, Edison fracassou centenas de vezes, antes de conseguir seu objetivo e se não fosse a persistência desse homem, talvez ainda estívessemos usando lampiões a gás...ou outra coisa.

Nenhum ponto dessa história dá a entender que Thomas Edison foi agraciado com alguma "súbita inspiração" e nem que ficou parado à espera dela: ao contrário, ele partiu para a ação e começou a experimentar um material. Se esse não funcionava, ele partia para outro...e foi assim, até chegar aonde ele queria!