domingo, 13 de março de 2016

Efeitos em imagens com o G' MIC

O G'MIC é um conjunto de filtros para dar efeitos em imagens (são 316 filtros!). Estou postando um exemplo pra você ter uma idéia do potencial dele. Esta é uma imagem antiga feita no Blender (um programa de modelagem 3D pra quem não conhece):

Após a aplicação de um dos filtros do G'MIC, a imagem ficou assim:

Onde achar o G'MIC? Como Usar? Se você possui o Gimp, pode baixar e instalar no próprio programa. Desse modo, basta abrir a imagem que você quer alterar no Gimp...e aplicar o filtro escolhido, como faria com qualquer filtro normal. Aqui você baixa o G'MIC e consegue maiores informações. Infelizmente está tudo em inglês...se ajuda, consulte esta matéria do Gimp Brasil (só não adianta baixar por lá, pois o link está quebrado).

Se você não usa o o Gimp ou (como no meu caso) não conseguiu instalar o G'MIC, pode utilizar o G'MIC Online, que te permite aplicar os filtros na imagem, através do navegador.

Primeiro, clique aqui para acessar o G'MIC Online. No canto inferior esquerdo da página (1), clique em "Open file". Escolha a imagem que você quer trabalhar. No canto esquerdo da tela você terá um pequeno preview de sua imagem, para ver outras partes dela, clique em um canto em "Local view" (2).

Os filtros estão agrupados em dezessete Categorias. No exemplo eu escolhi na categoria "Patterns" (3) o filtro "Op art" (4). No lado direito da tela (5), você terá uma série de controles para a configuração do filtro. Dependendo do filtro escolhido, haverão mais ou menos controles para ajustar. Mexa à vontade nesses controles, sempre de olho no preview. Se a imagem não estiver saindo de seu agrado, clique no botão "Reset" (6) para recomeçar os ajustes; se a imagem está como você quer, clique em "Render full image" (7).

A partir daí, é só clicar no botão "Download" (8). Será exibida a sua imagem com o efeito aplicado (9), clique com o botão direito do mouse sobre ela e escolha "Salvar imagem como...". Por padrão é atribuída à imagem o nome de "img.cgi" (10), não sei o motivo. Mas basta apagar esse nome e digitar outro nome e extensão (11). No exemplo eu coloquei como: caneca_haltone1.jpg... e salvou normalmente.

Detalhe: o arquivo saiu maior. O original tinha 899x532, o segundo ficou com 1884x1116. Por que isso? Talvez eles coloquem um tamanho maior para manter a qualidade... ou talvez ocorreu dessa forma porque eu aumentei a configuração do controle "Resolution", na hora dos ajustes. Mas aí, basta você reduzir o tamanho da imagem, através do programa gráfico de sua preferência.

domingo, 6 de março de 2016

"Por onde devo começar ?"

Nunca li o livro "Alice no País das Maravilhas", contudo vi algumas citações interessantes a respeito dessa obra e gostaria de compartilhar uma delas com você. É a seguinte: um personagem precisava fazer uma determinada tarefa e pergunta para outro por onde ele devia começar. A resposta foi: "Comece pelo começo. Vá até o fim. Então, pare."

Começar pelo começo! À primeira vista parece um conselho banal, estúpido até! Mas quando se trata de aprender Desenho, de ensinar Desenho, é justamente isso que pouca gente faz. Não é o traço o início de todo desenho? Sim, é. Logo, é o traço que devemos trabalhar, antes de tudo!

Como? Praticando exercícios de traço. Não deixe de ler as postagens referentes a esse assunto (e claro, pratique. Porque senão, de que resolve?). Veja também o FAQ, contendo respostas às dúvidas mais comuns.

Alguns leitores do blog me perguntaram a respeito da duração dos exercícios, quantas horas fazer, quantas folhas preencher... Eu próprio me fiz essas questões, quando decidi praticar os exercícios do Prof. Fábio. Na época, planejando como iria cumprir essa meta, cheguei a algumas conclusões.

Primeira, era mais prático estabelecer o objetivo não em "quantas horas por dia" e sim "quantas folhas por dia". Porque se eu fixasse o objetivo em, digamos, "praticar três horas por dia" e parasse durante meia hora para fazer outra coisa...acabaria não dando certo. O melhor caminho, portanto, era estabelecer por quantidade de folhas, não de horas. Dessa forma, eu não me deixava espaço para enrolação.

"Legal! Agora, Quantas folhas preencher? Duas? Cinco? Dez?" Em outros tempos, eu cometi o erro de pegar pesado, planejando fora da minha realidade... me cobrando fazer mil coisas num tempo mínimo. Resultando: acabava desanimando e abandonando a meta. Para evitar esse problema decidi colocar, como meta mínima, fazer uma folha por dia, frente e verso.

Mesmo nos dias mais puxados, me era possível cumprir essa meta diária. Nos dias em que me sobrava mais tempo (e motivação), eu preenchia mais folhas. Naqueles dias mais corridos, eu fazia apenas o mínimo... e não ficava me cobrando/me culpando por absolutamente nada! Sabia que só ia atingir o objetivo depois de meses...e estava cumprindo aquilo que me propus a fazer. A cada dia, um passo por vez.

Outra questão: "O que faço além dos exercícios?" Nos dois primeiros meses de treino, eu só me dediquei a praticar eles, porque não estava nada satisfeito com meu traço (muito pelo contrário!) e decidi dar atenção total a isso. Logicamente, eu variava os exercícios, a cada dia, para não me cansar...e fazia como descrevi no parágrafo anterior.

No entanto, aí vai de cada um. Se você quer desenhar outra coisa além, vá em frente. Só tome cuidado para não planejar "fazer coisas demais" em "tempo curto demais" ou se cobrar resultados acima do que você pode cumprir no seu momento...

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Mais livros de desenho!

Estes são dedicados ao desenho decorativo (ornamentos, padrões, coisas assim). Recomendo examinar todos. Mesmo aqueles que< à primeira vista, você não goste,pois sempre se encontra algum conhecimento, alguma técnica útil. Como amostra, estou postando imagens de dois desses livros. O primeiro é o "The anatomy of pattern", de Lewis Foreman Day:

A segunda obra é "A handbook of ornament", de Franz Sales Meyer:

Para acessar os livros, bastar clicar no título de cada um deles, abaixo. Quando abrir a página, vá até o canto inferior direito dela: ali você verá uma lista de formatos de arquivo (incluindo o pdf), escolha um deles para fazer o download.


• The decorative periods - Chandler Robbins Clifford
• Block prints from India for textiles - Albert Buell Lewis
• Nature in Ornament - Lewis Foreman Day
• The anatomy of pattern - Lewis Foreman Day
• Pattern Design - Lewis Foreman Day
• A handbook of ornament - Franz Sales Meyer
• Nature drawing and design - Frank Steeley
• The Decorative Art of the Amur Tribes - Berthold Laufer
• Styles of Ornament - Alexander Speltz
• Standard Scroll Book - David H. Moser
• Lessons on decorative design - Frank G. Jackson
• Ornamental designs - Fr. Moises
• Historic styles of ornament - H. Dolmetsch


domingo, 21 de fevereiro de 2016

Recursos para Photoshop

Fiz alguns recursos para Photoshop e estou disponibilizando para download:

• Pincéis decorativos: esses não são para pintura e sim para fins decorativos, como diz o nome... :)


• Estilos de camada: com eles você pode dar efeitos a textos e objetos, fácil e rápido, como nestes exemplos (clique na imagem para ampliar):


• Formas personalizadas para Composição:

Formas personalizadas são vetores prontos, salvos em um arquivo. No caso destas formas, a finalidade delas é para serem usadas em composição, tanto em fotografia quanto em desenho ou em design. Quem já ouviu as palavras "Regra dos Terços","Regra Áurea" (ou "Golden Ratio"), já saberá de que se trata.

Os recursos estão num pacote zipado, para baixá-los, basta clicar aqui. Dentro do pacote, há um mini-tutorial explicando brevemente como instalar e utilizar, aconselho a lerem. Caso tenham alguma dúvida, é só perguntarem aqui.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Experimentando

Gosto de consultar antigos livros sobre arte e ornamentos, são boas fontes de inspiração. Eu escolho algumas ilustrações e faço vetorização manual delas no Inkscape. Entretanto, não me limito a apenas copiar o desenho: procuro melhorá-lo, simplificá-lo ou mudar alguns detalhes nele, acrescentando ou tirando... até ele sair de um jeito que me agrade.

Claro que, nesse processo, erros ocorrem. Há desenhos que começam bem, mas quando os termino, me deixam com sensações tipo "não gostei disso, não" ou "falta alguma coisa". Aqui está um exemplo recente:



Testei vários esquemas de cores, nenhum me pareceu mais adequado que o verde...e ter aplicado degradê não ajudou absolutamente nada, pelo contrário: só piorou o resultado. No caso dessa ilustração, o ponto forte dela era o próprio desenho das plantas. Assim, decidi refazer o acabamento, deixando as cores de lado e escolhendo um caminho mais simples:



Reparem que eu só apliquei uma retícula no fundo e, mesmo assim, reduzi bem a opacidade da camada onde elas estavam, de modo a deixá-las num tom de cinza claro. Como precaução adicional, coloquei um contorno branco nas folhas, para destacá-las ainda mais. O que aprendi nessa experiência me ajudou bastante no acabamento desta outra ilustração:



Mexi o menos possível nas formas decorativas, só aplicando um degradê clarinho no centro e sempre cuidando para que os elementos do fundo não atrapalhassem a visualização delas.

Num desenho você nunca deve esquecer qual é o elemento principal dele. Se você coloca coisas demais, arrisca a torná-lo confuso, como no meu primeiro exemplo. Quando isso acontecer, procure simplificar, removendo os elementos em excesso. É a melhor saída.








domingo, 24 de janeiro de 2016

Sem Gimp desta vez...

Tomei o hábito de usar o Inkscape para construir minhas figuras, como mostrado em postagens anteriores. Hoje eu quis fazer o acabamento de uma delas no próprio Inscape...porém, inexplicamente, ele tornou-se lento demais, quando editei o degradê (à esquerda, na imagem abaixo). Memória RAM não era, tenho 4 GB. Daí, deixei só os contornos da figura (à direita) e exportei como uma arquivo png:


Geralmente faço o acabamento no Gimp...hoje decidi empregar o Photoshop na tarefa (daí o título desta postagem). O resultado:

No Gimp eu dificilmente recorria aos estilos de camada: ele até tem esse recurso, mas nunca acertei utilizá-lo. Era tudo "na unha" e com a ajuda de certos filtros. No Photoshop, para esse trabalho, segui um caminho alternativo: parte dos efeitos eu obtive com os estilos de camada e parte foi por via manual (degradê e máscaras de camadas, entre outras ferramentas).

sábado, 23 de janeiro de 2016

Desenho de Letras

Antigamente, certos tipos especiais de letras, tais como as de títulos de filmes, livros, de nomes de produtos, etc., eram desenhados à mão ou com o uso de instrumentos (compasso, curva francesa, régua, esquadro). Depois da computação gráfica, claro, a situação mudou: geralmente se usa uma fonte pronta e, simplesmente, digita-se o texto...ou muda-se uma letra aqui ou ali para disfarçar. Isto porque, com prazos curtos demais, esse é o caminho mais curto e fácil.

Por outro lado, um tipo de letra bem desenhado, bem bolado e inédito continua tendo seu valor. Justamente por causa de sua raridade, acredito eu. E, mesmo sendo poucos, ainda existem aqueles que gostam de desenhar letras. Para estes casos, estou indicando alguns links interessantes. Começo com um catálogo francês de letras, para uso comercial. Parece bem antigo, não sei precisar quanto...talvez anterior a 1940. Um exemplo tirado dele:


Eu o encontrei nesta página do blog francês Agence Eureka. Para achar mais, procure pela tag dessiner, nesse mesmo blog.


Outros catálogos disponíveis:

• Speedball Text Book
• La Lettre dans la Peinture et la Publicité
• Album d'Alphabets Publicitaires
• Nouvel Album de Lettres à l'usage du Peintre